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Cuiabá, Terça-Feira, 27 de Julho de 2021
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Publicado em: 15/10/2018
Por: Imprensa Escola Superior do MPMT
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“Se tiver que chorar‚ chora junto”. Em apoio ao Outubro Rosa‚ o diretor da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT)‚ Joelson de Campos Maciel‚ traz um relato sobre a história de sua mãe que teve câncer de mama quando ele ainda era estudante de Direito da UFMT. Veja abaixo.


A descoberta do câncer


Ela era uma pessoa que se cuidava e fazia exames regulares. Mesmo assim surgiu um pequeno cisto‚ foi para cirurgia para retirar e descobriu que era maligno‚ um choque para a família‚ porque a gente não estava preparado. Foi na década de 90‚ eu estava ainda na Universidade Federal‚ fazendo Direito.


Naquele dia‚ voltei a pé da UFMT até a Clínica Femina de tão preocupado com minha mãe. Tinha acabado de sair do ensaio da Orquestra e fui andando com o professor Francisco Jawsnicker‚ de Direito Penal e Processo Penal. Andamos uns dois‚ três quilômetros. Chegando lá‚ vi que a situação era grave.


Chorar junto‚ estar junto


Procurei chorar junto com minha mãe. Importante isso‚ o paciente poder chorar com os familiares‚ sentir a dor do problema‚ passar pelo luto é fundamental. E isso fiz com a minha mãe‚ com minha família‚ meus irmãos.


Depois que ela fez a mastectomia total‚ que é a retirada da mama – não colocou prótese na época porque muito incipiente esse tipo de cirurgia – eu a pegava chorando muito no banheiro quando ia tomar banho. Eu ouvia o choro dela e aquilo me marcou bastante.


Autoestima e feminilidade


Foi um tratamento muito doloroso para ela por causa da autoestima. A mama é muito importante para a mulher porque diz respeito ao corpo dela‚ à parte mais rica‚ mais bonita‚ diz respeito à maternidade‚ a sua vaidade. Minha mãe sofreu bastante. Então‚ ela começou o tratamento de quimioterapia.


Incompreensão por profissionais


Minha mãe foi um pouco incompreendida por algumas enfermeiras e técnicas que faziam as aplicações. Nem todos entendem o drama que é uma mulher com câncer de mama. Muitas vezes as pessoas tratam o paciente de uma maneira displicente‚ como se fosse um pedaço de carne‚ para falar a verdade.


São poucos que realmente compreendem o drama e procuram viver aquilo de maneira série‚ respeitosa‚ para diminuir o sofrimento do paciente.


Apoio médico


Um médico que ajudou muito a minha mãe foi o doutor Guilherme Bezerra‚ oncologista. Inclusive‚ ele fez pesquisas sobre o câncer de mama com indígenas. A médica que a operou foi a doutora Ilvanete Monteiro.


Mas‚ o doutor Guilherme foi muito importante porque foi uma pessoa muito humana‚ sensível ao drama familiar; ele realmente soube ouvir a minha mãe‚ devo muito a ele.


A prevenção e a cura


Depois de um ano que ela tirou todos os nódulos‚ ela ficou curada e não houve a reincidência‚ graças a Deus. Ela veio a falecer em 2012‚ mas por outros problemas‚ não por causa do câncer de mama.


Importante frisar que ela fazia o exame todo o ano‚ como mandava a médica‚ mesmo assim diagnosticou o câncer. Ou seja‚ pegou bem no início‚ por isso‚ conseguiu uma sobrevida.


Toda a mulher tem que fazer os exames e as pessoas têm que respeitar‚ dar solidariedade‚ expressar amor‚ acolhimento. Se tiver que chorar junto‚ chora junto. Assim é o ciclo da vida‚ estamos aqui para servir o próximo.


Você também pode compartilhar


O diretor da Fundação Escola do MPMT‚ Joelson Maciel‚ convida colegas‚ profissionais‚ amigos‚ professores e alunos a compartilharem também suas experiências seja por áudio‚ vídeo ou texto. A sua história pode ser divulgada no site e redes sociais da FESMP e pode ajudar muitas pessoas.


Basta enviar para os emails imprensa@fundacaoescola.org.br ou secretaria@fundacaoescola.org.br ou pelo Fale com o Diretor no whatsapp (65) 99658-1800.


Leia mais: Escola Superior do Ministério Público divulga programação do Outubro Rosa.


 


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